TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO: O QUE PRECISAMOS REPENSAR

Nós sabemos que a tecnologia precisa ser implementada. O que muitos de nós ainda não sabemos é como fazer isso de maneira eficaz.

Nossa ideia dentro desse tópico é abordar um pouco sobre os diferentes níveis de educação, porque cada um deles enfrenta um desafio diferente em relação ao uso da tecnologia.





Para começar, caso você queira uma definição um pouco mais aprofundada sobre o que, de fato, é tecnologia, você pode clicar aqui e dar uma lida na nossa matéria completa só sobre esse assunto.


PENSANDO UM POUCO SOBRE AS POSSIBILIDADES


Em 2007 a Câmara do deputados aprovou a lei 2.246, proibindo "o uso de telefones celulares nas escolas públicas de todo o país" (LEI 2.246/07) com o intuito de evitar distrações dos estudantes dentro do ambiente escolar.


Além disso, outras justificativas incluem o uso do aparelho para troca de mensagens com outros estudantes da mesma turma ou de turmas diferentes, uso para jogar, bem como trapacear durante provas.


Todas as justificativas são válidas, e seu intuito, acredito, é de fazer algo bom para a educação.


Mas será que estamos mesmo fazendo algo bom para a educação banindo determinadas tecnologias da educação?




MAIS PODER DO QUE IMAGINAMOS


Hoje em dia, um processador de um celular intermediário (na faixa dos R$1800) tem mais poder computacional do que os computadores que colocaram a primeira pessoa na lua (que custou bilhões de dólares).



Para pesquisar alguma coisa 25 anos atrás era necessário comprar uma enciclopédia (caríssima) e consultar manualmente vários volumes.


Hoje, em menos de um segundo, utilizando o termo de busca que preferir, o Google apresenta em torno de 1.5 milhão de resultados em menos de um segundo. Ele utiliza mais de 200 fatores para determinar quais páginas apresentam as melhores informações.


Não é perfeito, mas é um sistema que tem sido aprimorado cada vez mais.


Se preciso aprender algum conteúdo como, digamos, equações de segundo grau ou a capital dos países da américa central, posso pesquisar e encontrar, literalmente, centenas ou dezenas de artigos sobre aquele assunto.





Caso eu não seja um leitor ou leitora nato, posso pesquisar e encontrar outras dezenas de vídeos e aprender as informações necessárias dessa forma.


O uso da internet, e da tecnologia móvel em geral, é um caminho sem volta. Não vamos voltar a pesquisar em enciclopédias e enviar cartas. Por que, então, insistir em certos formatos e conteúdos planejados para o século XIX?




A MAIOR REVOLUÇÃO DO ENSINO


Não há basicamente nada que você não possa aprender hoje com a internet. Independente do seu objetivo ou do quanto você quer entender sobre um assunto.


Seja um idioma, como melhorar sua forma física, aprender sobre investimento. Tudo. Hoje, você pode tudo.


Tudo que você pode querer aprender está na ponta dos seus dedos, de forma basicamente ilimitada.



Mais do que em qualquer outro ponto na história do mundo você tem acesso à informação. Em grande parte essa informação é grátis. E mesmo quando você quer/ precisa pagar por algo, os custos geralmente são mais baixos quando comparados a outros momentos da história.


A questão não é mais falta de possibilidades de aprendizagem. Nós podemos aprender.


A internet veio para igualar muita coisa no campo da aprendizagem. Mesmo aquela criança que vem de uma região extremamente pobre, sem apoio de ninguém e sem acesso a muita coisa, pode aprender uma habilidade nova.


Ela pode aprender um novo idioma e, no futuro, usar essa habilidade para ter uma vida com mais possibilidades por causa de uma profissão que remunera melhor.


Estamos entrando em uma era onde os diplomas já não vão contar muito. A questão será: ou você tem o conhecimento suficiente para aquela posição ou você não tem.


E pensar que hoje as pessoas têm conteúdo suficiente para aprender um idioma sem gastar absolutamente nada e, ainda, apenas 1% de pessoas falam inglês fluentemente no Brasil é chocante (Dados cortesia: British Council e Instituto de Pesquisa Data Popular).


Aprender inglês hoje em dia custa, literalmente, nada e ainda sim em torno de 1% da população brasileira é fluente.


Não precisamos de mais conteúdo, como muitas vezes é pensado no ambiente escolar, precisamos ensinar as pessoas a buscarem por esse conteúdo.


Precisamos mostrar quantas possibilidades elas têm todos os dias na palma da mão. De graça.


Disse antes e vou repetir: hoje, você pode tudo. Tudo que você deseja aprender está ali, dentro do seu bolso.


O conhecimento está ali. Mas duas coisas estão faltando, saber onde encontrar essa informação e ter a motivação ir atrás dela.




O PAPEL DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO


O papel da tecnologia na educação não é competir com os professores ou com a escola. É resignificar e restruturar eles.


Esse é o verdadeiro papel da tecnologia na educação.


Como podemos levar as mentes jovens a buscarem esse conhecimento e terem a motivação de ir atrás dele?


O lado bom é que eles já conhecem e amam o mundo online. Esse já é um primeiro passo muito importante. Esse é um ambiente no qual eles já estão inseridos.





A partir disso, podemos buscar maneiras de inserir novos hábitos a algo já conhecido, o que torna a missão muito mais fácil.


Repensar e reconstruir algo tão antigo e consolidado como o sistema educacional é algo meeega difícil.


Mais realista, para esse momento, é pensar em micro mudanças. Fazer por aquela uma turma o que gostaríamos de fazer por toda uma nação.


Convido você a pensar e implementar novas possibilidades que não eram possíveis antes da internet. O quanto realmente mudou?




BOAS FONTES


Nem todas as fontes são criadas iguais. Algumas são melhores e mais completas do que outras.


O educador tem essa missão de buscar por fontes que serão confiáveis e completas com suas informações.


De modo geral, grande parte das informações (exceto, geralmente, nas redes sociais) são boas. As pessoas que criam seus negócios baseadas em conteúdo e informação têm um grande interesse em promover o melhor conteúdo possível.


Isso impacta positivamente todo mundo que busca por esse conhecimento.

O papel do educador passa a ser não apenas de um transmissor do conhecimento, mas um intermediador entre a fonte de um conhecimento e seu objeto-alvo, o estudante.




NO FIM DAS CONTAS


No fim das contas, não é uma questão de certo ou errado. É uma questão do que produz mais resultado.


O foco é uma aprendizagem maior e com o máximo de qualidade possível. Analisando por esse lado, a tecnologia tem muito a contribuir para a educação.


Principalmente, como dissemos antes, por todas as possibilidades e fontes que ela abre. Algo não precisar substituir outra coisa para ser relevante.


Nesse caso, a tecnologia não precisa (e não deve) substituir o papel do professor.


Ela pode ser usada e acabar ressignificando esse papel.


É importante comentar, também, que existe um período de adaptação para qualquer novo processo. E com o uso da tecnologia na educação não é diferente.


Esse processo de maturação pode acontecer mais rápido ou mais devagar, mas ele precisa acontecer. E ele é natural.


Além disso, é preciso fazer ajustes. A primeira maneira implementada pode não ser a melhor, não tem problema. O importante é não desistir de algo que sabemos que é bom.


A tecnologia na educação não é uma pergunta de "se", ela é uma pergunta de "quando". Quanto antes começarmos nessa jornada, melhor.



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